Cláudia Brites,
é Meiaviense, tem 28 anos, e está em Montreal no Canadá há 2 anos e meio. Trabalha
como educadora de infância numa creche privada, com crianças entre os 2 e 3
anos de idade.
Do Canadá
acompanha tudo o se passa na sua terra pelo Notícias da Meia Via, deixa-nos
aqui o seu testemunho.
Notícias da Meia Via: De que mais sentes
saudades na Meia Via?
Cláudia Brites: As maiores saudades é
da família e dos amigos próximos. Mas também do ambiente da terra e das festas
que são organizadas.
Sinto também falta da minha banda filarmónica pois toquei lá muitos anos e tinham um ambiente muito fixe nos intervalos dos ensaios e nas saídas que fazíamos.
Sinto também falta da minha banda filarmónica pois toquei lá muitos anos e tinham um ambiente muito fixe nos intervalos dos ensaios e nas saídas que fazíamos.
Tenho saudades
de ir beber um café perto de casa a pé ou de ir à minha cabeleireira, ir à
missa aos domingos e ver as crianças na catequese.
Acompanhas de perto e queres sempre saber
todas as novidades da tua terra?
Sim sempre,
estou sempre a ver as novidades no facebook pelo Notícias da Meia Via e que me
deixa sempre com um orgulho da minha terra. Estou sempre em contacto com a
minha mãe que me vai dando as novidades.
Quais são as maiores diferenças entre
Portugal e o Canadá?
A mentalidade
das pessoas, são mais abertas à actualidade. A economia é muito melhor, consigo
fazer muito mais actividades e ter coisas que gosto que não podia ter em
Portugal.
A natureza,
todas as casas tem um jardim o que faz que sejam muito mais belas e vivas.
No sítio onde
moro as pessoas são muito acolhedoras também, porque é uma terra mais pequena
mas maior que a Meia Via. É pequena mas ninguém se conhece e ninguém sabe a
vida de ninguém.
A diferença é
essa na Meia Via, toda a gente se conhece e às vezes é julgada pelo que faz ou
deixa de fazer. Eu não gosto disso, gosto de me sentir livre e fazer o que eu
quero e aprender com os meus erros.
Que mensagem gostavas de deixar a todos os
Meiavienses?
Sinto-me
orgulhosa por ser Meiaviense e de pertencer a essa pequena aldeia. Estar longe
deu dar ainda mais valor aquilo que tenho de melhor na vida, a família os
amigos e a minha terra
É sempre difícil
sair da terra onde nos viu crescer. Mas ao mesmo tempo a vida abre as portas
para novas experiências ao qual eu estou muito contente.
Adoro mostrar Portugal as pessoas que não conhecem e que os Portugueses são fies e gostam muito do seu país mesmo longe.
Adoro mostrar Portugal as pessoas que não conhecem e que os Portugueses são fies e gostam muito do seu país mesmo longe.
Gostaria de dizer aos Meiavienses que a vida é dois dias e se não se sentem bem onde estão e não tem condições que não tenham medo de arriscar numa vida melhor. Eu não troco a minha vida por nada e estou muito grata de ter imigrado, apesar das muitas saudades que tenho da minha terra, amigos e família. Ao mesmo tempo fez-me e crescer muito e aprender a viver a minha vida.



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