A Câmara Municipal de Torres Novas apresentou à população no
dia 26 de Janeiro o Plano de Desenvolvimento Urbano (PEDU) para a cidade, que
representa um investimento de 7,4 milhões de euros até 2020.
Foram apresentados os projectos em cima da mesa que vão
desde, por exemplo, a reabilitação de edifícios degradados, requalificação
urbana das zonas de lazer e melhoria das acessibilidades ao castelo.
Do total de 7,4 milhões de euros de investimento no Plano
Estratégico de Desenvolvimento Urbano, a Câmara Municipal de Torres Novas
comparticipará com 15%, com os restantes 85% a resultar do Fundo FEDER.
Os projectos apresentados ainda estão em discussão e não são
definitivos conforme já foi referido pelo Presidente da Câmara Municipal de
Torres Novas, Pedro Ferreira, mas já deu para tomar o pulso à opinião da
população e tem gerado algum burburinho nas redes sociais.
REABILITAÇÃO DO
NOGUEIRAL
Este projecto contempla a requalificação do Jardim da
Avenida até ao Largo do Teatro Virgínia. Aí já junto aquilo que será no futuro
o novo Quartel dos Bombeiros será criado o Jardim das Laranjeiras, o Teatro
Virgínia perde estacionamento para dar lugar a uma Praça Central.
Quanto ao que se lê e se ouve por aí aplaude-se a
requalificação do velhinho Jardim da Avenida e a criação do Jardim das
Laranjeiras, mas ouve-se alguns criadas à perda do estacionamento do Teatro
para dar lugar a mais uma Praça.
TERREIRO DE SANTA
MARIA, RUA ANTÓNIO CÉSAR VASCONCELOS CORREIA E LARGO DO SALVADOR
Para o Terreiro de Santo Maria pretende-se a requalificação
e musealização daquele espaço, em quanto que para a Rua António César
Vasconcelos Correia (Rua da Câmara) e Largo do Salvador está prevista a sua
requalificação melhorando a circulação e o estacionamento da zona. Um projecto
que não tem tido opiniões muito concretas embora a intervenção prevista para o
Largo de Salvador não seja tão consensual.
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| Largo do Salvador |
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| Terreiro de Santa Maria |
EDIFICIO DA ALVARENGA
O Edificio da Alvarenga junto à Câmara Municipal vem no
seguimento do projecto anterior, será também alvo de intervenções e está
destinado também para fins culturais, alojamento e restauração. Para além disso
poderá também servir de apoio para eventos que decorram na zona do castelo a
exemplo, a Feira Medieval.
CENTRAL DO CALDEIRÃO
A Central do Caldeirão também será requalificada para ali dar lugar a um espaço cultural onde está com uma área para restauração, sala de exposições, sala de espectáculos e aberta ao empreendedorismo com um espaço para Start Ups. O exterior do edifício terá uma esplanada.
ESCADAS E PLATAFORMA
DE ACESSO AO CASTELO
Este é talvez de todos o projectos o mais polémico e que tem
sido merecedor das maiores criticas. Melhorar os acessos ao castelo,
principalmente para pessoas com mobilidade reduzida é essencial mas a forma
apresentada por este estudo prévio não parece ter agradado a muita gente.
No estudo estão disponíveis duas propostas: na primeira um
elevador forrado com uma madeira junto ao terreiro e uma segunda uma plataforma pedonal.
Tanto uma como outra não tiveram uma boa recepção e nas redes sociais há quem
apelide o elevador de “monstro” e que vai destruir a paisagem do lugar. A
plataforma pedonal, apesar de não ferir tanto a vista, também não reúne muitos
consensos.
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| Proposta 1 - Acessibilidades ao Castelo |
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| A Praça dos Claras tambem vai ficar ligada ao Castelo |
ALMONDA PARQUE
O primeiro estudo prévio apresentado é a requalificação da zona envolvendo ao estacionamento do Almonda Parque com a criação de um jardim confluindo com o Rio e com a criação de um quiosque para café. De todos os projectos e pelo que se vai lendo nas redes sociais, apesar das criticas ao parque de estacionamento, parece ser o que reúne maior consenso favorável.
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| Zona Envolvente ao Almonda Parquie |
AINDA PODE DAR A SUA
OPINIÃO
Os projectos podem ainda ser consultados com mais detalhe na
página www.pedu-cmtorresnovas.pt
e todos até ao dia 16 de Fevereiro podem dar a sua opinião.
OPOSIÇÃO MUITO CRITICA
A oposição foi muito critica no que toca a estes projectos.
Todos os partidos com assento na Camara Municipal e Assembleia já deram a sua
opinião. O PSD, liderado por Joao Quaresma fala do PEDU entre outras
considerações como “um conjunto de projectos sem ligação entre si” e critica a
falta de estratégia e a forma de participação publica. Os sociais democratas foram
muito críticos nas soluções apresentadas referindo que o Jardim da Avenida
apenas necessita de manutenção e critica a duplicação de espaços culturais.
O Bloco de Esquerda de Helena Pinto critica a falta de
investimento nas freguesias num plano que apenas beneficia a cidade. O bloquistas
quiseram também ouvir o povo e organizaram um debate que contou com a
participação do arquitecto Denis Hickel
A CDU na sua nota de imprensa criticou um abuso que
considera ser o excesso da entrega de estudos a privados. Refere que vai tecer
as suas considerações sobre cada um dos projectos em breve mas lança criticas e fala das obras já polémicas na cidade como o Convento do Carmo e o Almonda Parque.






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